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Os Alves Barbosa e Vassouras

São de origem açoriana. Foram os primeiros povoadores de Vassouras, Francisco Rodrigues Alves, nascido em 1739 e falecido em 23 de julho de 1846, com mais de 100 anos e Antonia Barbosa de Sá, natural de Sepetiba-RJ, casal que deu início à família Alves Barbosa na região de Vassouras-RJ. Sua filha, Ana Barbosa de Sá, casou-se com José de Avellar e Almeida, Barão do Ribeirão, filho de Manoel de Avellar e Almeida. O irmão de Ana, Eleutério, casou-se com Maria Rosa, 8ª filha de Manoel de Avellar e Almeida. O sobrinho de Ana, Francisco, casou-se com Francisca Maria, a última filha de Manoel de Avellar e Almeida. O sobrinho de Ana, Bernardino, casou-se com Deolinda, neta de Manoel de Avellar e Almeida. O irmão de Ana Barbosa de Sá, o Capitão Jacinto Alves Barbosa, 1º Barão de Santa Justa com Grandeza, nasceu em 1790 em Sacra Família, Paulo de Frontin, RJ e faleceu a 20 de fevereiro de 1872 na Fazenda Santa Justa, Rio da Flores-RJ. O Barão de Santa Justa era fazendeiro no município de Paraíba do Sul, RJ, e na província de Minas Gerais. Deixou uma prole de 13 filhos, do seu casamento em 1820 com Tomásia Maria, falecida também na Fazenda Santa Justa, em 28 de janeiro de 1871, que foi Baronesa com honras de grandeza de Santa Justa, filha de Antonio da Silveira Dutra. O casal tem os seguintes descendentes titulares entre filhos, neto e nora:

Leopoldina, (filha) casada com seu primo irmão, José Rodrigues Alves Barbosa, Barão de Santa Fé. Sua filha Maria foi a 2ª mulher de Inácio de Avellar e Almeida, neto do patriarca Manoel de Avellar e Almeida.

Maria, (filha), casada com Balduino de Meneses, Barão de Meneses.

Clara, (filha), casada com o Médico Militar e combatente da Guerra do Paraguai, Dr. João Baptista dos Santos, Barão e Visconde com Grandeza de Ibituruna.

Francisco Alves Barbosa (filho), 2º Barão de Santa Justa a 28 de junho de 1876.

José Silveira Alves Barbosa, (neto), 3º Barão de Santa Justa a 10 de abril de 1886.

Bernardina (nora), viúva do 2o Barão de Santa Justa e mãe do 3o Barão, é feita Viscondessa de Santa Justa a 09 de fevereiro de 1889.

NOTA: Os 1.211 títulos concedidos nos 67 anos de Império foram todos “ad personam”, isto é, vale apenas para a pessoa agraciada em vida, pois a nobreza brasileira não era hereditária. Só a família Alves Barbosa foi agraciada com três títulos de Barão e mantiveram os mesmos nomes, que foram o 1º, 2º, 3º Barão de Santa Justa, que se destaca com o 4º título da Viscondessa de Sta. Justa e é a única família com 4 títulos no Império. O simples uso do brasão só era permitido, após um pedido oficial e concessão específica dada pelo Imperador ao requerente, sem direito à continuidade do uso do brasão pelos filhos do requerente e, a partir de 1871, o uso indevido do título, e/ou brasão, foi considerado crime de estelionato, dando cadeia para os infratores. Hoje em dia os juristas especialistas em Direito Nobiliárquico consideram que apenas o brasão pode ser usado pelos descendentes da família que tenha recebido um título com o nome da família. Com os Alves Barbosa temos a aliança dos Avellar e Almeida com a família do 1º povoador da Sesmaria de Vassouras, Francisco Rodrigues Alves.